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FREGUESIA DE AVELAR



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História


ESTE SÍTIO FOI ENCERRADO NO DIA 26 DE OUTUBRO DE 2009



INDICADORES


 Orago - Espírito Santo;


Área - 8,42Km2;


População - 2800 habitantes;


Actividades Económicas - indústria têxtil, comércio, construção civil;


Feiras - mercado/feira semanal, ao sábado;


Festas e Romarias - Nossa Senhora da Guia - no 1.º domingo de Setembro e nos dois dias anteriores;


Património cultural e edificado - Igreja matriz, Pelourinho, Forno de N.ª Sr.ª da Guia, capelas de Santo Amaro, de São Roque e de Santo António;


Gastronomia - Nabos com migas de broa e peixe grelhado, couves com cominhos, orelheira, carne entremeada de porco e chouriço;


Artesanato - mantas e tapetes de trapos e funilaria;


Colectividades - Sociedade Filarmónica Avelarense; Atlético Clube Avelarense; Fundação Nossa Senhora da Guia (hospital, lar de 3.ª idade e infantário).


BREVE HISTÓRIA


Por aqui passava a via romana de Conímbriga a Sellium. Avelar tem origem no latim avellanale-avellanal, que vem mostrar a influência da aveleira no nome da vila. Avelar é referido a partir de 1137. Neste ano, D. Afonso Henriques cita "Avellaal" no foral concedido a Penela. Em Maio de 1219, D. Sancho I, concede a D. Maria Paes Ribeiro a Herdade de Almofala, que confinava a norte com o termo de Penela, a oriente com o de Figueiró e a sul com o de Arega. Em 1221, D. Afonso II, coutou a herdade régia, situada entre os termos de Penela e de Maçãs de D. Maria e doou-a ao seu alfres-mor Martim Anes. Era a Herdade de Avelar. Em 1514, D, Manuel I, concedia foral a Avelar, que passou a ser vila. Nesta época, conjuntamente com as aldeias do seu termo, Rascoia, Rapoula, Serra, Salgueiro e Cercal, totalizava oitenta e oito fogos. As alterações políticas verificadas a nível nacional, depois da restauração da independência, provocaram a fim da Casa dos Marqueses e Duques de Vila Real, a quem pertencia agora a Herdade de Avelar. Todos os seus bens passaram para a Casa do Infantado, na pessoa do Infante D. Pedro. Por decreto régio de 31 de Dezembro de 1836 (ou 1834), Avelar acabaria por perder o estatuto de vila e cabeça de concelho, para ser incorporada no concelho de Chão de Couce; este veio a ser extinto em 24 de Outubro de 1855, sendo Avelar integrada no concelho de Figueiró dos Vinhos; porém viria a ser desanexada deste em 1895, para passar a integrar o concelho de Ansião. O orago da Paróquia de Avelar, o Divino Espírito Santo, mostra que esta é posterior à Idade Média, tendo surgido dentro da povoação de Aguda. Do património da freguesia fazem parte a Igreja Matriz; o Pelourinho, classificado como Imóvel de Interessa Público, pelo decreto lei n.º 23122, publicado no então Diário do Governo n.º 231 de 11 de Outubro de 1933; o forno de Sr.ª Sr.ª da Guia; e as capelas de Santo Amaro, de São Roque e de Santo António.

A indústria têxtil tem sido um dos motores do desenvolvimento da vila de AvelarTeve a sua origem na povoação de Lomba da Casa, concelho de Figueiró dos Vinhos. Daqui é natural a família Moreira, cujos descendentes, ao casar, fixaram residência em Avelar. Surgiram várias casas onde se tecia em teares de madeira, manuais. Com o passar do tempo, estes teares foram sendo substituídos por teares mecânicos. Até 1920 foram fundadas as seguintes empresas: António Curado Luís, Manuel Augusto, José Saraiva, Manuel Duarte Moreira, Manuel Ferreira Jacob, Miguel Carvalho Rosinha, João Simões Fareleiro e Filho, João Simões dos Santos, António Lopes Rego Jacob, Custódio Nunes, António Lopes e José Godinho, Sebastião Brás Medeiros, João Nunes, António dos Santos Fino, Nunes e Godinho,... Fabricavam estamenha (paninho), xailes, cobertores, mantas e meias. A publicidade que fazem é muita, a qualidade é boa e a fama da indústria de Avelar é cada vez maior... Na década de sessenta as empresas modernizam-se, chamam-se técnicos especializados, da Covilhã, que com a família aqui se fixam. É também aqui que as populações vizinhas encontram trabalho. Em 1974/1975, a crise que o País atravessa, obriga algumas empresas a fechar. Actualmente estão a laborar a Fábrica Fareleiros, a Finistex e a V. Fino. Os teares são agora os mais modernos do mercado. A indústria diversifica-se e surgem as confecções, sendo a Pivot, a que mais se destaca. Todavia, a tradição ainda se mantém. O senhor José Maria Freitas Alves continua a tecer bonitas mantas e tapetes nos tradicionais teares de madeira. A indústria têxtil e o comércio foram as actividades que permitiram o desenvolvimento verificado levaram a que a freguesia voltasse a ser elevada à categoria de vila. Em Maio de 1994, é apresentado na Assembleia da República um projecto-lei que prevê a elevação de Avelar à categoria de vila. Em 21 de Junho de 1995 a lei é aprovada e publicada no Diário da República de 30 de Agosto - Lei n.º 47/95. Nos aspectos culturais e recreativos temos de referir o importante trabalho levado a cabo pela Sociedade Filarmónica Avelarense no campo musical e vocal e o Atlético Clube Avelarense na formação de jovens em actividades desportivas - futebol. Também na área da saúde há a destacar a Fundação Nossa Senhora da Guia com as valências de hospital, lar de 3.ª idade, infantário e ocupação de tempos livres de crianças em idade escolar. Todos os anos se realiza a Festa e Romaria de Nossa Senhora da Guia, no primeiro fim de semana de Setembro. Estas festividades trazem milhares de pessoas à freguesia. São festejos de grande tradição e com uma já longa história que vem do século XVIII, aquando da construção da Capela de Nossa Senhora da Guia.

Esta foi construída com o produto das esmolas que os devotos ofereciam a N.ª Sr.ª da Guia. Esta devoção teve a sua origem na lenda das aparições de uma formosa menina no lugar do Fetal e onde foi edificada uma pequena capela. BRASÃO - escudo de azul, aveleira de ouro e frutada de vermelho, entre duas rocas de fiar, postas em pala; em chefe, pomba do Espírito Santo, de prata, nimbada de ouro. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco, com a legenda a negro: "Vila de Avelar" BANDEIRA - esquartelada de amarelo e azul. Cordão e borlas de ouro e azul. Haste e lança de ouro. SELO BRANCO - nos termos da Lei, com a legenda "Junta de Freguesia de Avelar"

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